Sobre a Virtual Varig Brasil
Uma comunidade de aviação virtual inspirada na tradição, elegância e presença internacional da VARIG.
Nota importante
A Virtual Varig Brasil não tem fins lucrativos e não possui qualquer relação jurídica, comercial ou institucional com a extinta S.A. Viação Aérea Rio Grandense - VARIG.
Somos um grupo de entusiastas da aviação e admiradores desta companhia histórica. Simulamos operações de voo inspiradas na VARIG em softwares de simulação, em ambiente offline e também em redes online como IVAO e VATSIM.
História da S.A. Viação Aérea Rio Grandense - VARIG
A Condor Syndikat recebeu autorização para voar no Brasil no dia 26 de janeiro de 1927 e, no dia 3 de fevereiro, foi inaugurado o primeiro voo comercial do Brasil. Em 7 de maio de 1927 foi criada oficialmente a Viação Aérea Rio Grandense, ou simplesmente VARIG.
A primeira aeronave da empresa foi o Dornier Wal, batizado de Atlântico. A primeira rota da VARIG ficou conhecida como a Linha da Lagoa e ligava Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande. O voo era feito em baixa altitude, entre 20 e 50 metros, sobre a Lagoa dos Patos, a uma velocidade de cruzeiro de aproximadamente 160 km/h.
O avião tinha capacidade para levar 9 passageiros. No check-in, o passageiro era pesado junto com sua bagagem e, caso passasse de 75 kg, era cobrado como excesso. Também eram distribuídos algodão e chicletes aos passageiros: o algodão servia para abafar o barulho dos motores, enquanto os chicletes ajudavam a aliviar o desconforto causado pela mudança de pressão.
O voo durava cerca de duas horas e vinte minutos, sendo bem mais rápido do que uma viagem de trem. A VARIG construiu uma rampa e oficinas na Ilha Grande dos Marinheiros, na foz do Rio Jacuí, em frente à cidade de Porto Alegre, para servir como base de operações.
No final de 1927, a VARIG transportou 668 passageiros e recebeu sua segunda aeronave, o Dornier Merkur, batizado de Gaúcho. A companhia também adquiriu dois Klemm L-25, utilizados principalmente no transporte de malas postais e em ações de propaganda da aviação comercial em cidades do interior do Rio Grande do Sul.
Expansão, modernização e desafios
Em outubro de 2000, a VARIG criou a Varig Log, que nasceu como a maior companhia aérea cargueira da América Latina, com uma frota de onze aeronaves puramente cargueiras. Em 2001, a VEM — Varig Engenharia e Manutenção — tornou-se uma empresa separada da VARIG e foi classificada entre os dez melhores centros de manutenção do mundo.
O final de 2001 marcou a chegada do primeiro Boeing 777-200ER e do Boeing 737-800 equipado com winglet. Essas aeronaves representavam o futuro da companhia: o Boeing 777 assumiria o papel de destaque nos voos internacionais, substituindo os MD-11, enquanto o Boeing 737-800 substituiria parte importante dos Boeing 737 de geração anterior.
O primeiro Boeing 777 foi batizado de Otto Meyer e iniciou serviço na rota Rio de Janeiro - São Paulo - Londres - Copenhague. O segundo B777 foi batizado de Ruben Berta e iniciou voos na rota Rio de Janeiro - São Paulo - Paris - Amsterdã.
Entretanto, o ano de 2001 também foi marcado por uma profunda crise no setor aéreo, que afetou empresas ao redor do mundo. No Brasil, VARIG e TAM iniciaram um acordo de code-share no mercado doméstico em 2003, encerrado no mesmo ano.
Nos anos de 2003 e 2004, a VARIG passou por uma reestruturação que culminou na fusão com suas subsidiárias regionais Rio Sul e Nordeste. Após a fusão, a frota da VARIG alcançou mais de 120 aeronaves e incorporou mais Boeing 737 e Embraer ERJ-145. Também em 2004, a VARIG recebeu mais Boeing 777 e começou a operar com o Boeing 757-200.
Na malha internacional, a VARIG tornou-se a primeira companhia da América Latina a operar para a China. Em parceria com a Air China, começou a vender bilhetes na rota São Paulo - Munique - Pequim.
Recuperação judicial, divisão e encerramento
Apesar dos esforços, a VARIG precisou entrar com pedido de recuperação judicial em 2005. Para se capitalizar, vendeu a VEM para a TAP e a Varig Log para a Volo Brasil. Essas medidas deram fôlego temporário, mas não foram suficientes para reverter a situação.
Em 2006, a crise atingiu seu limite. A companhia enfrentava severas dificuldades financeiras, e a frota diminuía a cada dia. Aeronaves deixavam de operar por falta de manutenção ou por arrestos judiciais ligados a contratos de leasing. A malha aérea foi sendo ajustada a uma frota cada vez menor.
A companhia deixou de voar para diversos destinos como Nagoya, Tokyo, Cancún, Lisboa, Milão, Madrid, Munique, Paris, Los Angeles, Nova York, México, Montevidéu, Assunção e Bogotá. No início de julho de 2006, a VARIG estava reduzida a uma frota de dez aeronaves e sete destinos.
Em julho de 2006, a VARIG foi dividida em duas empresas e leiloada. A chamada “nova VARIG” foi vendida para a Volo Brasil e continuou a operar com a licença da VARIG até obter sua própria autorização. A “antiga VARIG” ficou com as dívidas.
Em abril de 2007, a “nova VARIG” foi comprada pela Gol, que iniciou uma expansão da frota e da malha. O plano, porém, não seguiu como esperado, e a marca VARIG foi sendo gradualmente descontinuada. As aeronaves com as cores da VARIG desapareceram dos céus brasileiros em agosto de 2014.
A “antiga VARIG” ainda tentou se reerguer com a companhia charter Flex, lançada em março de 2007, mas a operação também foi encerrada. Em 20 de agosto de 2010, foi decretada a falência da S.A. Viação Aérea Rio Grandense - VARIG.
Marcos históricos
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1927
Criação oficial da Viação Aérea Rio Grandense. -
Linha da Lagoa
Primeira rota ligando Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande. -
2000
Criação da Varig Log. -
2001
Chegada dos Boeing 777-200ER e Boeing 737-800 com winglets. -
2005
Pedido de recuperação judicial. -
2010
Falência decretada da S.A. Viação Aérea Rio Grandense.